sábado, 12 de janeiro de 2013

O TEMPO/ QUE NÃO POUPO/



I

É verdade,
Toda verde
Que invade
A minha intimidade,
Molda toda a minha individualidade,
Toda a minha personalidade.

II

O  ano
Findo,
Tem sido
O verde
Benigno,
De mogno,
De esperança,
De confiança
Nela,
Pois, ela
Foi a minha salvação
Da condenação,
Da tristeza
Intensa,
Imensa
Do meu coração.

III

Verde,
Verde
Da blusa,
Do plover,
Do cachecol,
Verde
Do Casaco,
Azul
Das calças...


IV

No meu refúgio,
Recorro
O plágio
De imagens
Do princípio
Do século XVI,
Com os artistas
Do Renascimento...

V

Nada poupo,
Do tempo
Para me dedicar a dama
Da minha alma...


PV CITY (DO), 06 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                  MATTOS (NDO)

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