I
A terra
Que vira
Esta criatura
A nascer,
A crescer
E a desenvolver,
Testemunha
O que alguém sonhou e sonha.
II
A ambição,
Às vezes
Desmensurada,
Conduz
A criatura
À loucura.
III
É como a birra
Duma criança
Na brincadeira,
Logo à nascença.
IV
Na terra de ninguém,
A nenhum jovem
Convém
A sua aprendizagem,
Porque tudo está virgem
Em termos de linguagem;
Não existe nenhuma mestiçagem,
Nenhuma roupagem
Em termos sociais,
Em termos culturais
Religiosas e morais.
ESPAN( QUELUZ), 11 DE MAIO DE 2011
MATTOS ( NDO )
quarta-feira, 11 de maio de 2011
LOVE ME OR LEAVE ME GIVE ME PEACE
I
O espaço
Onde me repouso,
Está levediço,
Tão espesso,
Tão frágil
E inóbil,
Que não consigo pensar racionalmente,
Inteligentemente;
Tudo
Está minado:
Social,
Profissional
E familiar!
II
A deslocação é perigosa
E extensa;
A estrada
Está minada,
A senda
Está congestionada,
Está azeda;
A alegria
Da família
Está cada
Vez mais comprometida!
IV
Em todos os aspectos,
Estou a encontrar
Dificuldades ,
Pois, todos me querem mal;
Todos me querem expulsar,
Todos,com vaidades,
Me querem destronar,
Deserdar
Da minha barraca!
Que seca!
V
Não tenho sossego,
Não tenho amigo,
Não tenho abrigo!
E a quem rogo
Para me arrajar
Um lugar
Vago,
Àquele que me possa tirar
Do perigo
De cada rego,
De cada lago!
V
Já este rapaz
Não tem sossego,
Não tem amigo,
Não tem aconchego,
Só conta com o seu próprio umbigo
Não tem pago
Naquilo que faz,
Nem tão pouco a paz.
Vive baralhado,
Angustiado
E refugiado
No seu mundo,
Para atenuar o seu medo;
O amor
Já não existe
Em lado
Nenhum;
Só a dor
Persiste
No seu semblante,
No seu horizonte!
Tudo lhe é pungente,
Lhe toturando
A débil mente
Como quem toca um bombulum
O espaço
Onde me repouso,
Está levediço,
Tão espesso,
Tão frágil
E inóbil,
Que não consigo pensar racionalmente,
Inteligentemente;
Tudo
Está minado:
Social,
Profissional
E familiar!
II
A deslocação é perigosa
E extensa;
A estrada
Está minada,
A senda
Está congestionada,
Está azeda;
A alegria
Da família
Está cada
Vez mais comprometida!
IV
Em todos os aspectos,
Estou a encontrar
Dificuldades ,
Pois, todos me querem mal;
Todos me querem expulsar,
Todos,com vaidades,
Me querem destronar,
Deserdar
Da minha barraca!
Que seca!
V
Não tenho sossego,
Não tenho amigo,
Não tenho abrigo!
E a quem rogo
Para me arrajar
Um lugar
Vago,
Àquele que me possa tirar
Do perigo
De cada rego,
De cada lago!
V
Já este rapaz
Não tem sossego,
Não tem amigo,
Não tem aconchego,
Só conta com o seu próprio umbigo
Não tem pago
Naquilo que faz,
Nem tão pouco a paz.
Vive baralhado,
Angustiado
E refugiado
No seu mundo,
Para atenuar o seu medo;
O amor
Já não existe
Em lado
Nenhum;
Só a dor
Persiste
No seu semblante,
No seu horizonte!
Tudo lhe é pungente,
Lhe toturando
A débil mente
Como quem toca um bombulum
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