quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A SANTA PECADORA


I
"
A santa
Que que nos sustenta
E que não nos assusta
(Que nos assusta ?),
Mas que de noite,
Está sempre à vista..."
 (Ruth).

II

A santa
Que não está
Isenta
Da peta
Como qualquer criatura
Pecadora
Nesta
Terra,
Neste nosso Planeta.

III

"
A Santa
Iluminada,
Protectora,
Que nos dá
A vida
Segura
Nesta
Terra"
(Kelcy)

IV

A Santa
Que está
Sempre atenta
Ao que se passa
Ao redor,
Transmitindo
O seu amor
Sublime
Aos mortais.

V

A Santa
Mostra
E demonstra
A sua candura
Aos seus semelhantes,
Porque é imaculada.

VI

Reza
Duma
Forma
Intensa
Em cada dia,
De manhã
E à noite.

VII

Mas, infelizmente,
A Santa
Esquece
A sua cara- metade,
Que, na mesma
Cama,
Mesmo em pleno frio,
Nem sequer o toca !

PV CITY ( 2ª FEIRA, 19H45 MINUTOS), 14 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                           KANKAMBAL (NDO )

sábado, 12 de janeiro de 2013

A FORÇA/ QUE O ESPÍRITO AGUÇA/



I

Não a agonia,
Mesmo
Que as coisas
Não estejam em harmonia!
Nada de pessimismo!
Não pensar sempre em desgraças!

II

O mundo
É feito
De grandes
E pequenas
Coisas !
Tudo
É o produto
De contrariedades,
Em cenas
Diversas.

III

É perciso
O senso,
O juizo;
É preciso
"Pega teso" (1)
Em tudo
O que fazemos,
Em tudo
Em que nos envolvemos.

IV

A força,
Desperta
O espírito
E o aguça,
O lança
Para cada projecto
Concreto,
O levanta
Do abismo
E o põe ao cimo .

V

Vale sempre
A pena
Lutar
De uma forma digna
E em nada assustar,
Em nada espantar !

1. Em crioulo da Guiné-Bissau, batalhar, resistir, trabalhar arduamente.

PV. CITY ("A BOLINHA",6ª-FEIRA,10H20 MINUTOS), 11 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                                                  MATTOS (NDO)

                                                                                                     

O OCEANO AMENO

I


Assunto
Em que cada dia
Debato
Com os que me circunscrevem
De uma forma franca e leal
´´

A RAMPA/ NA EUROPA/ QUE TRANSFORMA AS DIFICULDADES/EM OPORTUNIDADES/


I

Todo aquele
Que vale,
Que sonhe,
E se empenhe
Para que tudo se torne
Realidade,
Deve,
Se serve
Da inteligência,
Da perspicácia
E não a violência,
Para transformar
As dificuldades,
Em grandes
Oportunidades.

II

Quem nasce,
Aparece
Ou comparece
Na Europa,
Deve escalar
A rampa
Para a proveitar
Os dividendos,
Os frutos
Que a sociedade
Oferece:
A educação,
A formação
E a integração
Plena
Da pessoa hgumana.

III

A Europa
De ontem,
Apostava
No homem,
Colocava
Acima de tudo
No mundo,
Os valores
Essenciais,
Fundamentais
Do ser humano,
Como pilares
Do desenvolvimento
E progresso social.

PV CITY(6ª-FEIRA-

O TEMPO/ QUE NÃO POUPO/



I

É verdade,
Toda verde
Que invade
A minha intimidade,
Molda toda a minha individualidade,
Toda a minha personalidade.

II

O  ano
Findo,
Tem sido
O verde
Benigno,
De mogno,
De esperança,
De confiança
Nela,
Pois, ela
Foi a minha salvação
Da condenação,
Da tristeza
Intensa,
Imensa
Do meu coração.

III

Verde,
Verde
Da blusa,
Do plover,
Do cachecol,
Verde
Do Casaco,
Azul
Das calças...


IV

No meu refúgio,
Recorro
O plágio
De imagens
Do princípio
Do século XVI,
Com os artistas
Do Renascimento...

V

Nada poupo,
Do tempo
Para me dedicar a dama
Da minha alma...


PV CITY (DO), 06 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                  MATTOS (NDO)

A PEÇA/ CHAMADA CABEÇA/



I

Se não te
Levo
Ao altar,
Vou te
Cantar,
Eu como o teu escravo,
Em cada
Canto,
Em cada soneto,
Em cada estrofe
Da minha poesia,
Em cada
Dia.

II

Se é praga
Que me esmaga,
Minha amiga,
Não me largue,
Pegue-
-Me com as duas mãos,
Para continuarmos a ser irmãos
De sangue,
Para sempre.

III

E esta peça
Que se chama
Cabeça
Da pessoa
Que vive em Lisboa
E que muito te ama.

IV

Te ama
Duma
Forma
Incondicional,
Sinal,
Divinal,
Vindo
Do fundo
Da sua alma.

V

A inteligência
E a decência,
Deram-me
A lucidez
Do perfume
Intenso
Que alagou
Todo o meu corpo,
Da cabeça
Aos pés,
Todo (esse) o tempo.


PV. CITY (2ª-FEIRA,9H20 MINUTOS), 07 DE JANEIRO DE 2013.
                                                   
                                                                                                          MATTOS (NDO)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A RAMPA/NA EUROPA/ QUE TRANSFORMA AS DIFICULDADES/ EM OPORTUNIDADES/


I

Todo aquele
Que vale,
Que sonhe,
E se empenhe
Para que tudo se torne
Realidade,
Deve,
Se serve
Da sua inteligência,
Da sua perspicácia
E não da violência,
Para transformar
As suas dificuldades
Em grandes
Oportunidades.

II

Quem nasce,
Aparece
Ou comparaece
Na Europa,
Deve escalar
A rampa
Para aproveitar
Os dividendos,
Os frutos
Que a sociedade
Oferece:
A educação,
A formação
E integração
Plena
Da pessoa humana.

III

A Europa
De ontem,
Apostava
No homem,
Colocava
Acima de tudo
No mundo,
Os valores
Essenciais,
Fundamentais
Do ser humano,
Como pilares
Do desenvolvimento
E progresso social.

PV CITY(5ª FEIRA, 9H45 MINUTOS), 10 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                           MATTOS (NDO)

domingo, 6 de janeiro de 2013

KUMA KU DEUS SINTANDANG !


I

Não sei o que dizer
Quando
mais nada
Posso
Fazer!

II

Tanta
Luta
Que este homem
Ãcata,
Aceita,
Enfrenta,
Mas nada resulta!

III

Contudo,
Continuo
Firme
Com o leme ,
Remando
Sempre para um outro lado.

IV

Não desisto
E resisto
Todo
O embate
Como um combatente
Do Norte,
Do Sul, Oeste
Ou Leste.


V

Sou um filho
Desejado
Do meu querido
Pai
E na arena,
Vejo cada  mana
Que me acena.

PV CITY (SÁBADO), 13H20), 29 DE DEZEMBRO DE 2012.

                                                                                                   MATTOS (NDO)

QUE BRUXA/ /ME TRANSFORMOU EM TROUXA/?!


I

A condição
Do cidadão
Do adridão
Em podridão,
Em solidão
No meio da mulrtidão,
Faz com que seja
Trouxa
Que a bruxa
 Transformou
E já
Mais ninguém
Me veja
 Como homem.

II

Sinto-me
Um lixo,
Sinto-me
Sujo,
Sinto-me
Em baixo,
Um autêntico gajo
Que não vale nem um mijo !

III

IV

A  vida
Finta-me,
Chuta-me
E põe-me
Sempre em roda
Como uma bola
Que em todo
Lado
Rola.

V

Filho de alguém,
Que já nada tem,
Um simples homem
Que vai e vem
Sem
Um vintém.


PV CITY (5ª FEIRA, 10H30 MINUTOS), 03 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                                   MATTOS (NDO)

sábado, 5 de janeiro de 2013

MONA LISA ATIÇA E AVISA ! A GIOCONDA


I

Querer
Ser
Aquele ser
Que sempre quis convencer
E vencer,
Para eternamente
Viver
Na mente
De toda a gente,
É o meu prazer.

II

Ser
Aquele ser
Que quer
Agradar
Toda a gente,
Mesmo sabendo
Que é odiado
Por muitos,
Que queriam
Que eu fosse
O que eles desejariam.

III

Eu não sou
O Leonardo
Da vinci,
Aquele que pintou
O famoso quadro
Que aqui
Tentei imitar,
Que aqui
Tentei pintar,
Melhor dito,
Que eu blasfemei.
Perdoem-me.

IV

Perdoem-me
Em meu nome,
Pela coragem
Como homem
Com voragem
De um jovem.
De um pajem..


PV CITY (SEXTA-FEIRA, 20H30MINUTOS), 04 DE JANEIRO DSE 2013.

                                                                                                                          MATTOS (NDO)

PESAR/ E PENSAR/ A VIDA


I

O peso
Imenso
Do meu fosso,
Ao espaço
Que eu traço,
Como um moço
Que cabe no bolso
Do Universo
Que todos os dias rezo
Para que seja coeso,
Apesar de ser tão disperso.

II

Como pesar
E pensar
Todo o azar
Que ao longo
Do ano antigo
Aconteceu comigo?


III

Nada acrescentei,
Nada realizei,
Nada de tão interessante
E tão importante
Para mim
E para a minha gente,
Porque não concretizei
Nenhum fim.
Que a alguém agrada
IV

Em nada
Ajudei,
Sobretudo os meus irmãos
Em Bolama,
Em Bissau,
Em Pelundo,
Em Cantchungo,
Em Empada,
Em Bambadinca,
Em Bula,
No Senegal, etc, etc.

V

Nada de nada,
Que a alguém agrada,
Que a ninguém contenta!
Ainda não participei na contribuição familiar
De 600 Euros cada, para cerimónia global
De todas as almas  e nossos defuntos,
A ter lugar no próximo mês de Abril,
Em Pelundo,
Porque nem um cêntimo tenho neste momento!
Tudo esbanjei na quadra festiva,
O subsídio recebido do fundo de desemprego!

VI

Eu estou neste momento,
Sem um um único cêntimo!
Que praga,
Que não me larga?
Que chaga
Me castiga
E prende cada manga
Na pocilga
Que actualmente me alberga?!

VII

Há necessidade
De ter a consciência  grande
Relativamente ao dia de amanhã,
Porque tudo o que hoje me surpreende,
Pode
Ser muito tarde!

VIII

POUPAR,
Pode salvar
Aquele que está sempre "teso",
Aquele que está sempre raso,
Aquele que está sempre sem peso
No peso
Que  é preciso,
Porque o senso
É o que penso !

PV CITY (SÁ, 13H25 MINUTOS ), 05 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                          MATTOS (NDO)



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PREPARO/ UM LIVRO/, O MEU SORO!

I

À demanda
Da preciosidade da vida
Em cada
Caminhada
Encetada,
Não importa a lufada
Ou bofetada,
Chicotada,
Nós temos que estar preparados,
Aptos
Para outros concertos
Imprevistos
Em todos os lados.

II

O ser humano
Tem o tino
De cada destino,
Melhor dito,
Deve ter um reino
A conquistar,
Um treino
A ajustar
A sua capacidade
E a sua individualidade
Na verdadeira
Acepção
Da palavra,
A AMBIÇÃO
Como uma condição!


III

O reino animal
Difere-se do reino
Humano,
Pela sua razão
De dicernir o vil,
O agnóbil
Do útil,
A sua missão
Civilizacional,
Cultural
Na consecução
Do bem
Que todos concebem
Para a harmonia
E concórdia,
A nível da sociedade
Em particular
E da humanidade
Em em geral.

IV

Enquanto
Eu procuro
Um livro
No escuro,
Um outro sujeito
Do mesmo sangue,
Segue
Um outro
Caminho,
Um outro sonho
Diferente do meu,
Porque é o que concebeu
Como seu
Próprio,
Totalmente
Diferente
do meu ,
Eu pai
Que eler não sai.
Princípio.


V

Escrevo
E devo
O respeito
Ao outro
Sujeito,
Pois, cada qual
Tem o seu gosto,
O seu panacial,
O seu refencial,
O seu guia
Pelo qual
Se guia ,
Se orienta,
Pelo qual
Se pugna,
Se luta,
Se emana.

VI

Os gostos
Não se discutem,
Mas, no entanto,
O importante,
É que se respeitem
O sentimento
Nos vastos
Domínios
Em exercícios.

VII

 O trilho
Do meu filho
É um baralho
Que não se pode dar conselho,
Pois, por tanto que eu falho,
Já e já falhei
Não espalho
No soalho
As águas do mar que já milhei...!

VII

A minha seca
Na escrita,
Que tanto peca,
Que ele
Detesta,
É como o gosto dele,
No que toca
À discoteca
E baile.

VIII

Cansado,
Mas não vencido
De falar e aconselhar
O meu filho,
Faço a prece diariamente
A Deus,
Que o ilumine
E o proteja nesses sítios !


VIII

O livro (o meu)
Que preparo
Para que seja aberto
 E seja o  verdadeiro
Soro
Que alimenta
Cada sujeito
E se assenta
Nos princípios
Da equidade,
Da justiça,
Do respeito
Pelo próximo,
Da igualdade,
Da liberdade
E da sensibilidade
Humana.


PV CVITY (6ª FEIRA, 02H10 MINUTOS), 04 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                                   MATTOS (NDO)




O MAR/, POR TANTO AMAR/, A DERRAMAR/ TANTAS LÁGRIMAS !


I

Bolama
Que alguém
Tanto ama,
Chora a morte
Dos seus filhos!



II

Bolama,
Que já nada tem,
Senão a dor
Daqueles que têm
Amor
À sua lama,
À sua terra,
Não precisa da fama
Da terra
D, outrora,
Do tempo de " Cassacá",
Do tempo de "Armon Konô",
Quando se tranca
Naquele porto fino...!

III

Pela agrura
Dos irmãos
Que perderam
Os seus entes
Queridos,
No naufrágio
Do passado mês de Dezembro,
Venho por este meio,
Apresentar os meus sentidos pêsames.
Não existem palavras
Que consolem
Corações desfeitos,
Com a perca de alguém
Que amamos...!

IV

Bolama
Com as suas
Águas
Azuis,
Que contrastam
As outras
Águas
Turvas,
Bolama,
Despede-se do ano de 2012
Ainda com mais dor
Dàquela que já a  vinha sufocando
Há mais décadas,
Quero no meu âmago,
Desejar aos meus conterrâneos,,
Aos meus concidadãos
Bolamenses,
Em geral
E as famílias enlutadas,
Em especial,
Um Novo Ano
Com mais coragem
E esperança
Num futuro melhor .

VI

Os barcos
Que os nossos dirigentes (1)  não nos proporcionaram,
Deixando-nos nos sulcos
Das canoas,
Das pirogas,
Que infelizmente nos deixaram mágoas,
Mágoas
Que não sei se são pragas!

VI

Os nossos dirigentes,
Os nossos governantes,
Hoje,
Bem longe,
Esqueceram-se de Bolama,
Abandonaram a antiga capital
À sua sorte,
Que, antigamente,
Na época colonial
Era conhecida por " ninho de terroristas".
Ninho de terroristas,
Que eu apelido de "sonho de nacionalistas"
Que abnegadamente,
Pelejaram heroicamente,
Para que hoje tivêssemos uma PÁTRIA,
Que embora hipotecada
Por abutres
Militares
E anónimos dirigentes,
Nos orgulha como seres humanos !

VII

Bolama
Da nossa alma,
Continuará com a sua chama,
Porque ela teima
E queima
Todo aquele que a ama
E jamais esquecerá
A terra
Onde nascera !

VIII

Por
Favor,
Nossos dirigentes
Tomem medidas céleres, urgentes,
Prementes,
Dêem-nos outros vagões(2)
A fim de evitar mortes
De inocentes
E deixem-se de puras e boas intenções !
Bolama e os Bolamenses,
Merecem ser felizes !


1. Refiro-me aos dirigentes da Guiné-Bissau, minha terra natal.

2. Refiro-me aos vagões de mar, barcos, barcaças, etc, transportes ainda que usados, mas do século XXI !



PV CITY ( 3ª FEIRA, 02H 20 MINUTOS), 01 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                                 MATTOS (NDO)