sábado, 12 de janeiro de 2013

A PEÇA/ CHAMADA CABEÇA/



I

Se não te
Levo
Ao altar,
Vou te
Cantar,
Eu como o teu escravo,
Em cada
Canto,
Em cada soneto,
Em cada estrofe
Da minha poesia,
Em cada
Dia.

II

Se é praga
Que me esmaga,
Minha amiga,
Não me largue,
Pegue-
-Me com as duas mãos,
Para continuarmos a ser irmãos
De sangue,
Para sempre.

III

E esta peça
Que se chama
Cabeça
Da pessoa
Que vive em Lisboa
E que muito te ama.

IV

Te ama
Duma
Forma
Incondicional,
Sinal,
Divinal,
Vindo
Do fundo
Da sua alma.

V

A inteligência
E a decência,
Deram-me
A lucidez
Do perfume
Intenso
Que alagou
Todo o meu corpo,
Da cabeça
Aos pés,
Todo (esse) o tempo.


PV. CITY (2ª-FEIRA,9H20 MINUTOS), 07 DE JANEIRO DE 2013.
                                                   
                                                                                                          MATTOS (NDO)

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