I
"O amanhã,
Deus dará
Aos que habitam,
Aos que labutam
Nesta terra"
II
"O que interessa,
É viver
Intensamente
O hoje"
III
"Os ricos
Têm mais
Dinheiro
Que eu.
Não podem
Comer
E dormir
Mais que eu,
Não podem comer
E dormir
Melhor
Que eu"
IV
Essa é a filosofia
De quem
Confia,
De quem
Tem
A esperança,
De quem
Acredita
No além.
V
Sofremos
Muito,
Eu e a minha mulher.
VI
Ficámos privados de tudo.
Não tínhamos nada
Para comer,
Para viver.
VII
Eu estava desempregado
E não recebia nada
De subsídio.
Não tínhamos dinheiro
Para pagar a renda.
VIII
No mês de Setembro,
O mês duro,
O mês macabro,
A esposa
Arregaçou as mangas
E foi trabalhar em quatro sítios:
- Vasco da Gama(empresa), de 7 à 14 horas;
- Patroa, , Olivais Shopping, de 14 às 18 horas;
- Escola Encarnação- de 18h3o às 19h30 minutos)
- Escola EB1/IJ- Vasco da Gama, de 19h45m às 22h.
IX
No final do mês,
Nos três sítios(VG, ENCARNAÇÃO E ESCOLA), levou, trouxe para casa, 754 Euros( setecentos e cinquenta e quatro Euros) Falta o vencimento da Patroa, Olivais Shopping.
É essa vida que eu levo, que levamos em Portugal, concretamente no Prior Velho.
PV CITY, 30 DE SETEMBRO DE 2011.
MATTOS(NDO)
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
MÃE/ É MÃE/
I
A cada hora
De espera,
Com coragem e esperança,
A mãe aguarda
A vinda
Para(a este)este mundo,
De um ser lindo,
Genial,
Especial,
Incomparável e desigual!
II
Nada comparável,
Equiparável
À nossa querida
Mãe,
Nem o pai!
III
O sofrimento
No parto
Para o nosso rebento,
Para o nosso nascimento,
É o reconhecimento
De cada um de nós como humano
Digno
Desse nome,
Como espécime
Racional
E integral.
IV
Amemos
À nossa mãe
Incondicionalmente,
Independentemente
Da nossa sorte
Em qualquer parte.
V
Mãe,
És linda
Como a seda
Ou como a porcelana
Vinda
Da China
Ou da Índia,
Que irradia
A beleza
Em cada mesa,
Em cada casa.
VI
A tua beleza
Não implica
Que sejas formosa,
Porque tu és única!
A tua beleza
Não é só exterior,
Mas sobretudo
Interior,
Porque trouxeste-me ao mundo!
Deste-me ao mundo!
VII
Sem ti,
Não existiria
A alegria,
Que sou eu,
Que hoje estou,
Integralmente teu!
VIII
Um beijo
Do teu "fidjo"(1)
Nas delícias do Tejo.
1). fidjo, em crioulo, filho.
MATERNIDADE DR. ALFREDO DA COSTA(4ª-FEIRA,03H3OMINUTOS), 21 DE SETEMBRO DE 2011.
MATTOS ( NDO)
A cada hora
De espera,
Com coragem e esperança,
A mãe aguarda
A vinda
Para(a este)este mundo,
De um ser lindo,
Genial,
Especial,
Incomparável e desigual!
II
Nada comparável,
Equiparável
À nossa querida
Mãe,
Nem o pai!
III
O sofrimento
No parto
Para o nosso rebento,
Para o nosso nascimento,
É o reconhecimento
De cada um de nós como humano
Digno
Desse nome,
Como espécime
Racional
E integral.
IV
Amemos
À nossa mãe
Incondicionalmente,
Independentemente
Da nossa sorte
Em qualquer parte.
V
Mãe,
És linda
Como a seda
Ou como a porcelana
Vinda
Da China
Ou da Índia,
Que irradia
A beleza
Em cada mesa,
Em cada casa.
VI
A tua beleza
Não implica
Que sejas formosa,
Porque tu és única!
A tua beleza
Não é só exterior,
Mas sobretudo
Interior,
Porque trouxeste-me ao mundo!
Deste-me ao mundo!
VII
Sem ti,
Não existiria
A alegria,
Que sou eu,
Que hoje estou,
Integralmente teu!
VIII
Um beijo
Do teu "fidjo"(1)
Nas delícias do Tejo.
1). fidjo, em crioulo, filho.
MATERNIDADE DR. ALFREDO DA COSTA(4ª-FEIRA,03H3OMINUTOS), 21 DE SETEMBRO DE 2011.
MATTOS ( NDO)
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
OS VULNERÁVEIS/, OS MISERÁVEIS
I
Natos,
Hábeis
Pela força
Da natureza,
existem
Seres
Que vivem
Como
Miseráveis,
Porque
São vulneráveis:
Crianças,
Velhos,
Doentes,
Deficientes, etc.
II
O estado,
A sociedade
Global,
Têm
o dever
De zelar,
De proteger,
Cada ser,
Cada cidadão
Nessa específica condição.
III
O monte,
O zénite,
O limite
De cada vivente
Não deve ser o abate.
IV
Por isso,
O Estado
Deve dar um grande passo,
Não deve marginalizá-los,
Esquecê-los,
Deixando-os ao abandono
Como que não tivesse dono
No tempo que estão vivendo.
SACAVÉM(CENTRO DE EMPREGO), 31 DE AGOSTO DE 2011.
MATTOS (NDO )
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O INFORTÚNIO DO CAMPÓNIO
I
Os santos,
Benditos
Em lugares incógnitos,
Não estão atentos
Nos seus postos,
esqueceram os seus benquistos.
II
No seu árduo
Ofício,
O campónio
Entrega-se de corpo~
E alma
No seu desígnio,
Acreditando que o campo
Lhe dê o benefício
Do seu sacrifício,
O esforço da sua azáfama.
III
Dia
Após dia,
A misericórdia
Da Providência,
Concede-lhe a alegria
De labutar,
De lutar
Com empenho
E dedicação
A fim da concretização
Do seu grande sonho:
Boas colheitas
Que permitam a satisfação
E felicidade da sua família.
Ei-lo
No caminho
Espinhoso,
A labareda
Da vida
Escolhida
Ou destinada
Pelo Pai misericordioso,
Sem desânimo
Desse ramo,
Porque não é um adivinho
Do que está próximo.
V
Oh! O que está seguro
Hoje em dia?!
O posto de trabalho
Está ameaçado diariamente!
Nunca se sabe o que se tem!
Nada está garantido
Por nenhum homem,
Por nenhuma mulher,
Por nenhum ser,
Hoje e no futuro!
VI
O lavrador,
O professor,
O agricultor,
O educador,
O advogado,
O empreiteiro,
O empresário,
O carpinteiro,
O pedreiro,
O armador de ferro,
Todos estão apreensivos,
Pensativos,
Receosos
Com o futuro,
Com o dia de amanhã" O desemprego
Bate a porta a todos.
Ninguém escapa
A grande desgraça
Aflige a sociedade de consumo,
A sociedade global
E Globalizante!
A crise actual
Está a ultrapassar
A Grande Depressão de 1929!
VII
O escritor,
Isto é,
Aquele que sonha
Sê-lo
Com fervor,
Amor
E paixão,
Está desempregado,
Afastado
Da educação,
A sua paixão,
Porque é contratado
pvcity, 1 de Setembro de 2011.
Mattos( Ndo )
Etiquetas:
a crise aumenta,
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o desemprego
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