quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O INFORTÚNIO DO CAMPÓNIO
I
Os santos,
Benditos
Em lugares incógnitos,
Não estão atentos
Nos seus postos,
esqueceram os seus benquistos.
II
No seu árduo
Ofício,
O campónio
Entrega-se de corpo~
E alma
No seu desígnio,
Acreditando que o campo
Lhe dê o benefício
Do seu sacrifício,
O esforço da sua azáfama.
III
Dia
Após dia,
A misericórdia
Da Providência,
Concede-lhe a alegria
De labutar,
De lutar
Com empenho
E dedicação
A fim da concretização
Do seu grande sonho:
Boas colheitas
Que permitam a satisfação
E felicidade da sua família.
Ei-lo
No caminho
Espinhoso,
A labareda
Da vida
Escolhida
Ou destinada
Pelo Pai misericordioso,
Sem desânimo
Desse ramo,
Porque não é um adivinho
Do que está próximo.
V
Oh! O que está seguro
Hoje em dia?!
O posto de trabalho
Está ameaçado diariamente!
Nunca se sabe o que se tem!
Nada está garantido
Por nenhum homem,
Por nenhuma mulher,
Por nenhum ser,
Hoje e no futuro!
VI
O lavrador,
O professor,
O agricultor,
O educador,
O advogado,
O empreiteiro,
O empresário,
O carpinteiro,
O pedreiro,
O armador de ferro,
Todos estão apreensivos,
Pensativos,
Receosos
Com o futuro,
Com o dia de amanhã" O desemprego
Bate a porta a todos.
Ninguém escapa
A grande desgraça
Aflige a sociedade de consumo,
A sociedade global
E Globalizante!
A crise actual
Está a ultrapassar
A Grande Depressão de 1929!
VII
O escritor,
Isto é,
Aquele que sonha
Sê-lo
Com fervor,
Amor
E paixão,
Está desempregado,
Afastado
Da educação,
A sua paixão,
Porque é contratado
pvcity, 1 de Setembro de 2011.
Mattos( Ndo )
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