I
A viagem
Que este homem
Empreendeu,
Não correspondeu
O caminho
Que tinha traçado,
O sonho
Que tinha idealizado
Desde
A sua tenra idade
Naquela Sociedade!
II
Da tribo
Manjaca
No Norte
Da Guiné-Bissau,
Concebo
A placa
Zénite,
Vindo à Europa
À procura do pão, da sopa,
Para assegurar o pau
Da família,
A sua folia.
III
Tribo
Trabalhadora,
Honesta,
Que detesta
O roubo,
A mentira;
Que vive com honra
Do seu trabalho árduo
E diário.
IV
O sonho dos seus ancestrais,
Dos seus antepassados,
o que mais
E onde são chamados,
É a lavoura
Da mancarra(1),
Do arroz
Junto a foz
Dos rios,
Onde os lírios
Cantam
E encantam
Os que nas bolanhas(2)
Labutam
E exercitam
Com ardor
E amor.
V
O manjaco
Tem o pudor
Da ociosidade ,
Da criminalidade,
Da vadiagem,
Da mentira,
E de tudo o que tem
A ver com a desonra.
VI
O manjaco
Procura
O que é correcto,
O que é recto,
O que é exacto,
O que é verdadeiro,
O que é puro,
O que é sincero,
O que é digno
Do ser humano,
O que é verídico,
E, detesta a mentira,
Na verdadeira
Acepção da palavra.
VII
Vou seguir
As pisadas
Dos meus antepassados,
À sua pureza,
A sua natureza
Humana,
Mesmo que as minhas acções
Sejam lesadas,
Salvaguardando o provir
Das gerações futuras.
PV CITY ( DO), 02 DE OUTUBRO DE 2011.
MATTOS( NDO )
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