domingo, 2 de outubro de 2011

A CRIATURA/ NA CRATERA/ DA TERRA/

I

Com a euforia,
Eu partia
Da minha terra
Com a expectativa
Para vir
Mais tarde,
Servir
À minha sociedade,
À minha Pátria,
À minha família!

II

Nem uma,
Nem outra,
Consegui
Servir,
Consegui
Cobrir.

III

Nem
Lá,
Nem
Cá,
Este homem
Correspondeu
Às expectativas;
Isto é, não deu provas.

IV

Lutou,
Pugnou,
Batalhou,
Mas nada
Resultou
Na e para a sua vida!

V
A certa
Altura,
Esta
Criatura
Eclipsou
E caiu
Na cratera
E nunca mais conseguiu
Sair para fora!

VI

Os filhos
Procuraram
Outros trilhos;
Voaram,
Deixaram -
-No,
Abandonaram -
-No.

VII
O que mais deseja
Neste momento
É que estejam
Bem
E que tenham
Saúde
E felicidade
Nesta sociedade.

VIII

Agora,
Vive
Com uma outra
Família,
Que o ampara,
Que o auxilia,
Que o apoia,
E, assim,
Sobrevive
Até ao seu fim!

IX

Este homem
Está entregue
Aos abutres
Silvestres,
Para que pague
A imagem
Que ele próprio
Construiu,
Com brio
Do seu exercício,
Mas que , infelizmente, faliu,
Ruiu!

X

Abandonado
Pelos seus pares,
Seus amigos,
E familiares,
O sr. Ndo,
Procura
Outros horizontes
Mais sorridentes,
A fim de sair desta cratera,
Se equipando
Doutros vestes.

XI

Em Outubro,
Onde se deu o furo
Onde se deu o ombro
E germinou o touro
Que hoje é(está) inteiro,
O sr. de Quínara,
Dono do seu nariz,
Que pretendia,
Que queria
Ser feliz,
Hoje em dia,
Procura
Assegurar a sua existência,
A sua sobrevivência
Através da escrita,
Da tinta
Que pinta
Sobre o papel
O seu mel.

PV CITY,(DO), 01 DE OUTUBRO DE 2011.

MATTOS ( NDO )

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