Reportando-nos para a arte grega, podemos , em poucas palavras, caracterizá-la como uma arte antropcêntrica, uma arte centrada no homem concreto, na sua cidade ( cidade-estado), na sua pólis. É uma arte do homem, pelo homem e para o homem.
Contrariamente a arte dos povos da antiguidade, como a dos egípcios, que era uma arte predominantemente teocêntrica, uma arte centrada nas coisas divinas, até os seus reis eram deuses vivos. Os reis gregos, eram humanos, eram seres inteligentes e justos que se dedicavam ao serviço do seu povo. A arte grega centra-se nas coisas da mundividência, das acções quotidianas dos homens e que tinha como objectivo fundamental a satisfação e o gozo da vida presente.
Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e, tenta, na medida do possível, através da arte, exprimir as manifestações do mundo concreto que o circunscreve.
Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predomina o rítmo, a beleza, o equilíbrio, a simetria, a harmonia ideal.
Os artistas gregos gregos põem a tónica nas seguintes características: o racionalismo, o amor pela beleza, o interesse pelo homem, essa pequena criatura que é" a medida de todas as coisas" , o padrão das suas acções e a democracia.
Assim, as nossas delongas divagações nas realizações artísticas gregas, leva-nos a deduzir as mesmas características que atrás aludimos nos diversos domínios: arquitectura, pintura, escultura, artes menores ou decorativas .
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